A economia dos algoritmos desenha uma nova era para a Tecnologia da Informação, sustenta o vice-presidente de Pesquisas do Gartner, Val Sribar. A consultoria prevê que, em cinco anos, cerca de um milhão de novos dispositivos estarão online a cada hora, e essas interconexões vão gerar bilhões de novos relacionamentos, os quais não serão conduzidos apenas pelos dados, mas, principalmente, pelos algoritmos.

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Mas que a área de TI não pense que o big data – que será cada vez mais usado para entender esse volume impressionante de dados – dará todas as respostas necessárias. Fazer a pergunta certa será cada vez mais relevante para lapidar o dado e transformá-lo numa informação rentável. “É isso que o Google faz. É isso que o Facebook está fazendo. E tantas empresas estão, agora, buscando fazer”, acrescenta a vice-presidente e Analista Distinta do Gartner, Betsy Burton.

A transformação digital não diz respeito apenas à TI. Ela já chegou ao comando das corporações. Um estudo da IDC detectou que dois terços dos CEOs planejam concentrar suas estratégias nessa área em 2016. Mais que isso: eles elegeram os CIOs como condutores dessa mudança. Mas o levantamento detecta que há problemas de liderança na TI.

Em termos de capacidades, apenas 25% dizem se sentir confiantes na forma como estão gerindo os novos fluxos de receita digital. Quando se trata de disponibilidade, os gestores assumem que estão ainda muito focados no legado e em como mantê-lo com orçamentos limitados e acabam não percebendo que a transformação digital está acontecendo fora desse ‘mundo à parte’.

É aqui, frisam os especialistas da IDC e do Gartner, que o CIO precisa encontrar o melhor caminho. Ele terá de ser flexível para atender à demanda de outras áreas, e, ao mesmo tempo, seguro o bastante para não perder a condução do processo. Mais que tudo, o gestor de TI não deve achar que o negócio não é a sua área. Se assim o fizer, ficará bem perto de errar a mão. TI e Negócio são o ‘cérebro’ e a ‘alma’ da organização. As duas não podem e não devem andar em rotas paralelas, e quem vai conduzir essa interconexão será o CIO.

Na era do domínio absoluto dos dados, entender a economia dos algoritmos é crucial. “Os produtos e serviços serão definidos pela sofisticação dos algoritmos e funções. As empresas precisam saber lidar com essa mudança e a transformação digital”, pontuou o vice-presidente de Pesquisas do Gartner, Val Sribar. Mas mudar nunca é fácil. Para minimizar os efeitos, o Gartner listou três abordagens para  as empresas avançarem rumo à transformação digital:

1. Remova os obstáculos
De acordo com o Gartner, para cumprir a promessa da economia das conexões, os líderes de tecnologia devem mudar sua mentalidade. “O controle é trocado por influência. A inércia é removida por meio da diversificação, e a desconfiança deve ser transformada em confiança dentro da área de TI, da empresa e em outros lugares”, lista Betsy Burton, vice-presidente da consultoria.

2. Mude do controle para a influência
Para realmente obter resultados, os gestores devem evoluir. Betsy Burton observa que uma característica que destaca os CIOs de outros executivos é o seu “pensamento intuitivo”. “Com a chegada da economia algorítmica, são criadas oportunidades para desenvolver as habilidades, capacidades e ideias do CIO. Isso ampliará o círculo de influência do executivo”, acredita a especialista.

3. Saia da inércia para a diversificação
Segundo o Gartner, ao mesmo tempo que os CIOs seguem um caminho que os leva à criação de uma influência maior e mais valiosa, eles também precisam diversificar. “As empresas de TI devem superar a inércia que construíram com o passar dos anos”, afirma a analista do Gartner.

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