Qual é a próxima fase? Esta é uma das perguntas mais ouvidas nas reuniões entre o CIO da empresa norte-americana de importação e exportação de produtos Eurpac, Mike Skinner, e sua equipe. Os encontros, sem exceção, são divididos em três fases: na primeira, há a discussão sobre os investimentos realizados; na segunda, avaliam-se os progressos alcançados desde a última reunião; e na terceira etapa são definidas as metas futuras.

Esse planejamento estruturado está na cultura da Eurpac que, por conta disso, foi reconhecida como uma das 100 empresas mais inovadoras pela revista CIO dos Estados Unidos. A companhia foi premiada por seu modelo flexível e eficaz de atendimento aos clientes.

O grupo atua com importação e exportação dos mais diversos produtos: desde videogames a tabaco. Por conta da diversidade de itens, precisou desenvolver diferentes modelos para armazenamento e distribuição dos itens. “E as melhores ideias para solucionar os desafios do negócio foram encontradas dentro da própria organização”, explica Skinner, afirmando que, na maior parte das vezes, as sugestões nascem em uma área e são aplicadas em outra.

Outra empresa reconhecida na lista das 100 mais inovadoras pela revista CIO EUA, a rede de pizzarias Domino´s conhece bem a importância da TI enxergar além dos seus limites. Grande parte das inovações criadas pela equipe de tecnologia da companhia nasceram de sugestões de profissionais de outras equipes. Um dos exemplos de soluções criadas com base nessa postura foi um rastreador de pedidos, por meio do qual os clientes podem acompanhar de forma online todo o caminho percorrido por suas encomendas. A ideia, conta o vice-presidente de serviços da informação da companhia, Chris McGlothin, surgiu da observação de ferramentas fornecidas por outros mercados, como o e-commerce.

Para estimular soluções inovadoras, no princípio, McGlothin orientou seus funcionários a dedicar 10% do tempo de trabalho diário à busca de novidades. No entanto, por conta de uma concorrência cada vez mais acirrada, há três anos, o vice-presidente incrementou essa estratégia e criou uma área específica de inovação, a qual tem o objetivo de desenvolver dois grandes projetos de transformação dos negócios por ano.

McGlothin diz que não poderia estar mais satisfeito com os resultados obtidos. “Quando se tem o time correto, com incentivo e ambiente organizacional adequados, coisas maravilhosas acontecem”, diz o executivo, que complementa: “A chave do sucesso é deixar o ego de lado, já que um grupo certamente consegue resultados melhores do que uma pessoa sozinha.”

Outra empresa reconhecida como uma das 100 mais inovadoras pela CIO, a desenvolvedora de soluções tecnológicas para segurança governamental e projetos aeroespaciais Raytheon possui equipes voltadas especialmente à busca de inovação. “Com pessoas olhando para o futuro todo o tempo, conseguimos identificar futuras demandas”, diz a vice-presidente e CIO da companhia, Rebeca Rhoads.

Ela explica ainda que é preciso manter iniciativas inovadoras visíveis a todas as áreas do negócio. “O CIO que quiser inovar, além de estar certo de que toda a companhia entende a importância desses projetos, precisa estimular a troca de ideias e o desenvolvimento da criatividade no ambiente corporativo”, complementa Rebeca.

fonte CIO