Uma visita à sede de Campinas da Fundação Bradesco e ao instituto de tecnologia do banco (BIT), também no interior paulista, me despertou para a importância do uso (e do avanço) da tecnologia na área educacional. Andando pelos projetos experimentais que nascem dos laboratórios — o BIT tem parceria com empresas como Microsoft, Cisco, Intel e IBM, que possuem células de tecnologia no instituto — fica evidente que a lousa de giz ou mesmo aquele quadro branco para escrever com canetas esferográficas são definitivamente coisas do passado.

Na sala-piloto no espaço da Intel, nada de chamada oral pra verificar quem está presente à aula. Os alunos têm cartões com tags de RFID e na entrada das salas estão estrategicamente posicionados leitores das etiquetas de identificação por radiofrequencia. Assim, a instituição pode não apenas aposentar o controle em papel como também analisar o comportamento dos alunos (em quais lugares eles preferem ficar, como se reúnem, como se movimentam etc). Está certo que até chegar a este nível e antes de adotar o sistema, as escolas terão de resolver questões como resguardo da privacidade. Mas o assunto aqui é outro!

Com orçamento em 2008 de R$ 2,5 milhões, o BIT vem trabalhando para colocar tecnologia de ponta na sala de aula — e o instituto usa a escola de Campinas como piloto. Por exemplo: em cada sala do ensino fundamental há um minicomputador (chamado de classmate, ele lembra um netbook) por aluno. Quando a criança cresce e alcança o ensino médio, migra para o notebook. É um por estudante e todos ficam em um armário na sala para serem usados durante as aulas. A nova lousa (interactive whiteboards) também chama a atenção. Está ligada à internet, funcionando como tela também, e gera um documento com tudo o que foi registrado pela professora na lousa gravado.

De olho no futuro, a equipe de Nivaldo Marcusso, CIO da Fundação e condutor de minha visita pelo campus, ressaltou a importância da tecnologia para o segmento de educação. Ele projeta uso de computação pervasiva, Web 3.0 e 4.0, rede inteligente de sensores na web, interfaces de reconhecimento de voz, pervasing school e cloudy school (deixando o conhecimento sem fronteiras). Tudo, diz ele, vai convergir, sendo agravado pelo impacto das mídias sociais na educação.

A Fundação Bradesco tem 110 mil alunos em suas escolas e 470 mil distribuídos nos 184 cursos a distância. Atende a apenas pessoas carentes e para provar a carência socioeconômica equipes da fundação visitam as casas dos pretendentes de matrícula. E é aqui que está um outro tópico relevante a ser tratado: cerca de 80% dos cursos oferecidos são profissionalizantes de TI — dos parceiros (Cisco, Microsoft, Intel, ISS, BMC, entre outros) e confeccionados pela própria Fundação.

É uma iniciativa e tanto, principalmente, ao observar o momento de necessidade por profissionais qualificados!

fonte: ITWeb