João Cox acredita num cenário de teledensidade próximo a 100% até o fim de 2010

No segundo trimestre de 2009, a Claro superou a barreira dos 40 milhões de clientes e agora corre para ultrapassar a Vivo, líder do mercado nacional com 46 milhões de usuários (29,33% de market share). “Vamos ser os primeiros”, anunciou João Cox, presidente da operadora, sem definir quando e como isso acontecerá.

Em evento para jornalistas em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (22/07), o executivo lembrou que, em junho de 2006, a diferença na participação de mercado da Claro para a Vivo era de 12 pontos porcentuais. Hoje, esta variação está na casa dos 4 pontos porcentuais.

A empresa adicionou 899 mil novas linhas celulares, ampliando em 22,3% sua base de clientes no segundo trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2008. Nestes três meses, a receita líquida atingiu R$ 2,9 bilhões, incremento de 3,5% em relação aos mesmo três meses do ano anterior.

Segundo o presidente, o objetivo da empresa é manter o equilíbrio para manter o crescimento entre base de clientes, receitas e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização). Cox comenta que aquisições não devem tirar o foco principal da companhia.

“Colocar dois milhões de clientes [na base] é fácil. Para isto, é só eu distribuir chips ou não cobrar ligações”, aproveita o executivo para alfinetar a concorrência. Uma das fichas dentro da estratégia da Claro para ver o negócio crescer está no reforço ao programa de fidelidades que prevê descontos em cinemas e restaurantes, além de outras facilidades.

Limpeza da base

O primeiro semestre do ano foi de fazer faxina. A operadora limpou toda a base de um milhão de clientes que tinha na tecnologia TDMA. Grande parte desse contingente distribuía-se nos Estados da região Nordeste. “Somos, hoje, uma empresa full 3G”, diz Cox. De acordo com o executivo, os usuários que não quiseram migrar para a nova tecnologia foram desligados.

Corporativo?

Questionado sobre o desempenho da operadora no mercado corporativo, Cox não detalhou o desempenho. “Estamos indo bem”, resumiu, justificando o ‘segredo” com o fato de que os concorrentes da Claro também não abrem os números obtidos em negócios com empresas.

Um celular por pessoa ao fim de 2010

Segundo dados de junho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil alcançou o índice de teledensidade (número de telefones para cada 100 habitantes) de 83,47. Ao ser questionado se esta proximidade da marca de um aparelho para cada cidadão não inibe o crescimento da base de clientes Claro, Cox afirma: “Não”.

Na visão do presidente da operadora, o mercado ainda não chegou ao limite de maturidade em penetração. Cox acredita num horizonte viável onde cada brasileiro tenha mais de uma linha celular. De acordo com o presidente, em quase todos os países da Europa já se verifica um volume de mais de um celular por pessoa.

“Ao fim de 2010 veremos uma penetração geral muito próxima dos 100% no Brasil”, projeta o presidente, prevendo que, rompido esse número, a tendência é de um mercado ainda mais acirrado com os players apostando – cada vez mais – em preço e qualidade de serviço.

fonte: IT Web