No começo do século passado, para ocupar algum cargo de chefia as características mais procuradas nos profissionais eram estabilidade e conformidade. Agora, o quadro se inverteu e a dominância e influência passaram a ser mais valorizadas.

De acordo com a empresa de análise pessoal e recursos humanos Thomas Brasil, o conceito de competência associa-se à capacidade das pessoas em gerarem resultados para a organização. Nas últimas décadas os requisitos procurados pelo mercado de trabalho mudaram drasticamente, mas a população não.

Épocas (décadas)
1900
1950
2000
Dominância, foco em objetivos, assertividade, competitividade, Influência, persuação e capacidade de comunicação.
20% das funções
35% das funções
60% das funções
Estabilidade, busca por segurança, tarefas repetitivas, Conformidade, ortodoxia e perfeccionismo.
80% das funções
65% das funções
40% das funções

(Fonte: Thomas International – UK)

No passado, existiam mais funções requeriam pouca ou nenhuma interação com pessoas. As estruturas eram mais hierarquizadas e as pessoas se relacionavam apenas com seus colegas próximos e chefes diretos.

Uma amostragem da descrição das competências comportamentais desejadas para cerca de 50 funções de chefia em diferentes empresas do Brasil, quando comparadas com os perfis comportamentais dos candidatos (cerca de 300 indivíduos), resultou no quadro a seguir:

Grupos de competências
Incidência dos grupos de competências mais procuradas nos cargos (%)
Grupos de competências mais presentes nas pessoas (%)
Dominância e influência
70%
45%
Estabilidade e conformidade
30%
55%

(Fonte: Thomas International – Brasil)

fonte: B2B Magazine