Paula Zaidan  15/07/2009

A virtualização está empurrando as empresas para uma revisão de seus planos de Recuperação de Desastres. Segundo a Symantec, que ouviu 25 companhias do País, uma em cada cinco empresas no México e Brasil não faz testes em seus servidores virtuais. Das corporações entrevistadas de ambos os países, 16% não possuem suporte para ambientes virtualizados.

Em contrapartida, 60% dos servidores virtuais de empresas nas duas regiões, estão incluídos nos planos de Recuperação de desastres. “Por isso, há uma tendência do cenário atual mudar nos próximos anos e os números extraídos do estudo desse ano alterem”, avalia Vicente Lima, gerente Comercial da Symantec Brasil.

A preocupação com servidores virtualizados, segundo Lima, é porque atualmente se 20 máquinas virtualizadas pararem, muitos sistemas críticos da empresa sofrerão queda. “Quanto mais o ambiente estiver virtualizado, maior a complexidade e o tempo de inatividade dos servidores”.

A Pesquisa Symantec 2009 sobre Recuperação de Desastres, revela ainda que a perda de dados continue liderando como um dos principais motivos de desastres em uma organização, representando 60% das respostas. Os entrevistados de outros Países, além de México e Brasil, disseram que outras preocupações também impactam a recuperação de informações, como perda de vendas (46%) e queda de produtividade dos funcionários, também com 46%.

Tanto no México quanto no Brasil, a execução de um plano de Recuperação de Desastres é realizada por falta de energia elétrica – para 58% dos entrevistados -; falha no ambiente de infraestrutura de TI (hardware e software), com 56%; e ameaças externas (vírus e hackers), totalizando 54% das respostas.

“Um dos aspectos que os dois países entrevistados na América Latina apresentaram de melhora comparada com a pesquisa de 2008 foi o tempo para restabelecer todas as operações em caso de desastre: saiu de 12 horas no ano passado para três a quatro horas em 2008. Isso significa que estamos no mesmo patamar mundial”, explica. Para ele, o maior envolvimento de CTOs e CIOs nos comitês de Recuperação de Desastre também é reflexo dessa melhora. Em 2008, apenas 33% deles atuavam nos comitês. Em 2009, esse índice saltou para 76%.

fonte: www.decisionreport.com.br