O americano Jim Collins é conhecido mundialmente por seus estudos na área de gestão. Com seus mais de 25 anos de pesquisas é um dos mais respeitados pensadores do mundo empresarial, sendo considerado por muitos como o sucessor de Peter Drucker, o renomado “Pai da Administração Moderna”.Crescimento de TI no Brasil

Além dos seus 6 livros, que venderam, juntos, mais de 10 milhões de exemplares, é possível obter muito conhecimento com Jim Collins através da Internet. Na rede mundial, Jim Collins discorre, por exemplo, sobre lições de bons modelos de administração e cases de grandes empresas duradouras que conseguiram desempenho superior ao longo do tempo. Alerta, neste ponto, para ter cuidado com o declínio; ser um líder para tomar decisões corajosas, buscando sempre fazer o melhor, e principalmente, com humildade; não tornar-se arrogante com o sucesso, mantendo a empolgação, autoestima, criatividade e intensidade; não desmotivar os empregados; e escolher pessoas comprometidas, fazendo-as ocupar os cargos certos.

Para o guru da gestão, as empresas mais consistentes são as que os gestores têm paixão por seus negócios e estas são construídas através de disciplina árdua e criatividade empírica. Nestas, o gestor de sucesso, bem como os empregados, fazem reflexões constantes sobre os negócios e suas atitudes. São questionamentos voltados para a locação correta das pessoas nos cargos principais da empresa, onde e o que é preciso melhorar, motivação pessoal, valores essenciais a serem seguidos, entre outros.

Em entrevista concedida à revista Exame, Collins afirma que certa dose de paranoia produtiva ajuda as empresas se sair bem em tempos de turbulência. Segundo ele, “a crise favorece quem se prepara. E pune os indisciplinados”. E ainda: “O desempenho de uma empresa durante a crise é determinado em grande parte pelo que ela fez antes da chegada da tempestade. Quem está sempre preparado pode fazer mais do que os concorrentes num momento de dificuldade.”

Jim Collins defende a “paranoia produtiva”. Não se trata de estar paralisado. Muito pelo contrário, trata-se de pensar além. Prevenir-se contra eventos imprevisíveis que possam colocar as atividades da empresa em uma situação difícil. “As empresas com os melhores resultados olham para os próximos 25 anos e sabem onde querem estar. E, com base nisso, traçam um plano consistente, constante, que as leve à meta – por exemplo, crescer 15% todos os anos – tantos nos melhores quanto nos piores anos”, afirma Collins.

Em se tratando de produtividade e custos, Collins lembra que as melhores empresas se perguntam se estão aumentando a produtividade ou apenas cortando custos. Segundo ele, neste caso, a empresa precisa saber o que faz de melhor, isto é, qual a sua “expertise”? Se uma atividade, processo, produto, ou seja lá o que for deixar de existir na empresa, qual será o impacto? Se for nenhum, a decisão já pode ser tomada: elimine-o de vez.

Dosar disciplina e criatividade é outro aspecto importante nas grandes empresas. Collins chama isto de “criatividade empírica”. É preciso investir em inovação e isto requer muitas tentativas e possibilidades. E, também, continuidade.

Os grandes líderes, em momentos de crise, não entram em pânico. Para dar a volta por cima, “cortaram custos, fecharam negócios, mas nunca abriram mão de seus valores e de sua cultura”, afirma Collins.

Uma coisa é certa: as empresas de sucesso têm certeza sobre suas competências principais, isto é, “o que fazem de melhor”. E nunca desistem. Nunca.

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