No último ano, uma pesquisa divulgada pela CompTIA revelou que 75% das empresas brasileiras já sofreram até 10 violações de dados. Além disso, em 2015, nove em cada dez organizações foram atacadas no país, entre as quais 75% tiveram pelo menos uma violação mais séria.

Essas informações devem estimular as organizações brasileiras para que invistam mais em segurança, especialmente as de pequeno e médio porte, mas o desafio de acompanhar a evolução do cibercrime deve continuar.

Segundo a pesquisa Cost of Data Breach 2016, do Instituto Ponemon, os danos médios causados pelas violações de dados chegaram a R$ 4,31 milhões por ano no Brasil. A média de negócios perdidos em decorrência dos incidentes de segurança pode chegar a R$ 1,57 milhão em 2016.

Confira algumas das ameaças que devem impactar a segurança da informação em 2017:

Ransomware

Uma série de empresas brasileiras sofreu com ataques de ransomware no ano de 2016. Em 2017, a tendência é que os ataques de ransomware passem a focar nos dispositivos conectados à rede corporativa, com variantes voltadas para dispositivos de Internet das Coisas, como SmarTVs, câmeras WiFi e até aparelhos médicos conectados à internet. Com isso, podemos ver ataques que tenham como alvo a infraestrutura crítica de empresas dos setores de saúde e serviços essenciais, como distribuição de energia e água.

Ataques com alvo

Em 2017 veremos mais ataques com alvo tendo como foco o roubo de dados. É provável que vejamos hackers usando técnicas mais sofisticadas para evitar as novas tecnologias de segurança, inclusive com técnicas de escaneamento para preparar ataques personalizados, com foco nas informações mais valiosas.

Internet das Coisas IoT

Dados do IDC indicam que, na América Latina, o número de dispositivos conectados pode chegar a 827 milhões até 2020. Levando em consideração que grande parte desses aparelhos não considerou a segurança em sua criação, isso acabará se convertendo em uma grande ameaça para as empresas.

Em 2017, a tendência é que esse tipo de ataque se torne ainda mais frequente devido à falta de conscientização em relação aos perigos da Internet das Coisas não só por parte do usuário, mas também pelos profissionais de TI.

Dispositivo mobile

Dados da pesquisa da CompTIA revelam que 81% dos negócios brasileiros reportaram algum incidente de segurança envolvendo mobile, como roubo, perda de dispositivos, malwares e ataques de phishing voltados para mobile.

Os dispositivos mobile são bons alvos para os cibercriminosos por causa dos dados de aplicativos e da presença de microfone, câmera e histórico de chamadas e mensagens, fazendo deles uma boa fonte de dados sensíveis.

A tendência é que os cibercriminosos usem malwares e ataques baseados na rede para roubar informações sensíveis e identidades, tirando vantagens das possibilidades oferecidas por esse tipo de aparelho, como mudar o comportamento dos aplicativos, roubar dados e credenciais armazenadas no aparelho e monitorar a vítima pela câmera, pelo microfone e pelo GPS.

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