A cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber o maior evento esportivo do mundo: os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. As obras estão na etapa de finalização e a cidade já entra no clima para receber aproximadamente 10 mil atletas de 200 países de todas as partes do mundo.

Olimpiadas rio 2016, conheça a infra estrutura desenvolvida pela Cisco

No que diz respeito à infraestrutura, os Jogos Rio 2016 têm uma característica desafiadora, pois em apenas 19 dias realizará 306 disputas, com competições que ocorrerão simultaneamente em diferentes localidades da cidade, demandando alta disponibilidade de rede, dados e velocidade das soluções tecnológicas. Para suprir essa demanda serão necessários serviços de mais de 5 mil profissionais de TI e Telecomunicações.

“Nós sabemos que esses serão os Jogos mais conectados da história devido à explosão de conectividade que acontece não só para os jogos, mas também para os espectadores”, afirmou o presidente da Cisco Brasil, Rodrigo Dienstmann.

Vale lembrar que a Cisco responde pela infraestrutura que atenderá os profissionais envolvidos nos jogos “patrocinadores, colaboradores, voluntários, atletas e imprensa”, a rede disponível para o público espectador ficará sob responsabilidade das operadoras de telefonia. Elas estão estudando um consórcio, assim como fizeram na Copa, para instalação de antenas compartilhadas dentro dos estádios e espaços do evento.

Esta é a segunda vez que a Cisco apoia os jogos Olímpicos – ela já esteve presente no evento de 2012 em Londres. Mas, nos últimos quatro anos, muita coisa mudou e a situação no Rio é bastante diferente daquela vista na Inglaterra.

Desde o fim dos jogos em Londres, a empresa vem estudando as dimensões do evento brasileiro para entender o tamanho da rede necessária para atendê-lo

Basta pensar na recente explosão de dados:

  • Em 2012, existia 1 bilhão de smartphones, contra os atuais 2,5 bilhões
  • Número de usuários de redes sociais subiu de 1 bi para 2,5 bi
  • Número de usuários do Whatsapp passou de 90 milhões para 1 bilhão
  • Snapchat e Periscope ainda nem existiam.
  • Vídeos em 4K deixaram de ser experimento para se tornarem realidade nas transmissões dos canais de TV.

E tem mais: ao contrário de outras sedes olímpicas, que destinaram áreas específicas e bem definidas das cidades para os Jogos, o Rio conta com 38 instalações de competição espalhados por quatro regiões diferentes (Barra, Deodoro, Maracanã e Copacabana) e tudo precisa ser interligado com o máximo de segurança e confiabilidade, para atender o cenário calculado para o evento, que conta com mais de 5 mil horas de transmissão ao vivo, 4,8 bilhões de espectadores globais.

Para suportar tudo isso, estarão em funcionamento mais de 100 mil portas de rede (LAN), aproximadamente 8 mil rádios Wi-Fi, 150 dispositivos de segurança de rede (Firewall e IDS/IPS) e cerca de 500 servidores Cisco UCS. Mais de 12 mil dispositivos de rede e 50 toneladas de equipamentos foram utilizados para construir a plataforma de rede e de computação para garantir o sucesso dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

“A infraestrutura é um grande desafio, mas encontrar pessoas capazes e treinadas é ainda mais difícil. Sem elas, você não consegue entregar um evento como esse”, explica Rodrigo.

Legado

Exatamente por conta dessa dificuldade em encontrar mão de obra qualificada, Uchoa destaca não só um legado físico, mas também um legado de conhecimento para a cidade. “Após os jogos, todos os equipamentos da Cisco serão doados para que o Governo os utilize em projetos sociais ou educacionais. A Cisco garantirá 3 anos de manutenção dessa infraestrutura e esse contrato poderá ser estendido caso os equipamentos estejam bem empregados pela cidade”, garante o executivo.

Além da Cisco, outras 11 empresas e instituições trabalham junto ao Comitê Olímpico Internacional para garantir o bom funcionamento de toda a infraestrutura, além da segurança das comunicações. “A defesa cibernética é um assunto complexo. Nessa discussão, incluímos não só empresas de tecnologia e segurança, mas também todas as agências do Governo relacionadas, como exército, forças armadas, ABIN.Imagine se um hacker invade o sistema que controla o tráfego do Rio? Ele compromete a reputação dos Jogos, mesmo que o ataque não tenha sido direcionado à nossa infraestrutura. Por isso o planejamento vai muito além”, conclui.