Nas contas do Banco do Brasil, as obras do Datacenter que a instituição financeira construirá em conjunto com a Caixa Econômica Federal começam em janeiro de 2010, devendo ser entregues 510 dias depois, portanto, no segundo semestre de 2011. O edital do que deve ser a primeira Parceria Público-Privada federal já está na praça e as propostas serão abertas no dia 31 de agosto.

“Fizemos mudanças no edital, que chegou a ser lançado em 2007, e deixamos o negócio mais atraente para os interessados, especialmente com a modificação na forma de ressarcimento dos investimentos”, explica o gerente executivo do BB e presidente do consórcio Datacenter, Jesualdo Conceição da Silva.

Do investimento inicial, a ser feito pelo vencedor da concorrência, 80% dos recursos serão ressarcidos já no primeiro dos 15 anos previstos para o contrato. Outros 10% serão repostos nos quatro anos seguintes e os últimos 10%, ao longo dos 10 anos restantes. O custo estimado do projeto é de R$ 1.012.746.414,50.

Outra mudança destacada por Silva está justamente nesse prazo de 15 anos de contrato – pelo qual, além das obras, o vencedor fica encarregado da gestão do Datacenter. O local é afastado do centro da capital, numa área de 40 mil metros quadrados próxima à residência oficial da Granja do Torto.

“Primeiramente, faríamos por 25 anos. Mas as regras das Parcerias Público-Privadas prevêem contratos de, no máximo, 35 anos. Com o novo prazo, damos a perspectiva de renovar o contrato por igual período de 15 anos, o que não seria possível se começássemos com o prazo maior”, diz o presidente do consórcio Datacenter.

Como o projeto prevê uma área específica para o Banco do Brasil, outra para a Caixa e uma terceira a ser usada pelo vencedor/gestor, parte da estrutura poderá ser utilizada para a prestação de serviços a terceiros. Nesse caso, 10% da receita obtida com os serviços de TI do Datacenter deve ser transferida aos dois bancos públicos.

Silva explica que o vencedor da concorrência poderá expandir essa área – terceirizável – dentro do que já está previsto no projeto – e que faz parte das expectativas dos bancos para uso das instituições quando, ao final do contrato, a estrutura voltar ao controle do BB e da CEF.

Para facilitar a comparação das propostas que serão apresentadas, o cálculo das contraprestações a ser pagas pelos bancos públicos foi dividido em três componentes: uma sobre a locação da área, outra pelo aluguel da central de gerenciamento e uma terceira pela interconexão do Datacenter com os CPDs do BB e da CEF.

Além do prédio e das instalações necessárias, bem como, o gerenciamento, manutenção e operação da infraestrutura predial, o contrato inclui dois pares independentes de interconexão de fibra ótica com os CPDs do BB e da CEF, a 5,5km e 7,7km de distância.

fonte: www.convergenciadigital.com.br