O Move data center é uma atividade crítica de TI que tem como objetivo movimentar ativos de rede entre datacenters. Geralmente, o moving datacenter é necessário quando o cliente precisa ir para um ambiente mais segurança, durante uma join-venture ou mesmo durante um período de reformar de seu data center atual. Sendo o Data Center o “coração” da empresa aonde um simples desconectar de cabos pode causar uma dor de cabeça sem precedentes e estragar seu dia. Pensando nisso, mas muito sentido executar o Moving com o máximo de planejamento e com o parceiro certo.

Para ter sucesso no projeto de move data center, é necessário ter ao seu lado uma empresa especializada para gerencia todas as atividades. É um erro comum de muitos gestores de TI, não darem a devida atenção, acreditando que podem efetuar o projeto com recursos próprios, ou usando uma empresa convencional de transporte. Eles ignorando a diversidade de problemas que podem acontecer antes, durante e após o move. Em mais de 10 anos trabalhando com movimentação de data center, testemunhamos diversas ocorrências, aonde fomos procurados para ajudar o cliente na correção do ambiente, devido a erros durante a movimentação dos ativos rede.

Todo projeto de moving de data center requer um minucioso planejamento inicial, com um plano de ação para mitigação de riscos. Sendo assim, abaixo vamos apresentar alguns erros comuns que devem ser evitados:

1 – Não avaliação da infraestrutura do Data Center destino

Uma avaliação do Data Center destino é fundamental, é necessário verificar dimensões, tensão elétrica, PDUs, passagens de cabos e etc. Pense o seguinte, se você vai movimentar seus ativos de redes, racks e atualmente usa 20 tomadas e o espaço para 2 racks, então no destino é o mínimo que você precisa.

Evite surpresas!

2 – Shutdown de segurança

Em geral, seu datacenter trabalha 24x7, muitas vezes por anos sem precisar de um reboot.

É possível que ao desligar e religar algum equipamento apresente alguma falha, podendo ser de software ou hardware. Descobrir que um equipamento está com problema no destino poderá acarretar em atrasos.

Então, é importante realizar esse teste nos equipamentos críticos com antecedência, a fim de evitar stress desnecessário, pois dessa forma todas as falhas poderão ser sanadas antes do dia D.

3 – Transporte inadequado/falta de embalagem

Por mais suave que seja o percurso entre origem e destino, não se deve esquecer que estamos tratando de equipamentos críticos e sensíveis. Alguns gestores acham que podem simplesmente enrolar o servidor em uma coberta, colocar no porta-malas do carro ou na caçamba e levar o equipamento, apenas pensando em reduzir custos (que muitas vezes sai caro).

O transporte dos equipamentos também precisa ser planejado, como: peso, rotas, horários, carga/descarga, elevadores/escadas e etc. Abaixo temos algumas pontos que devem ser observados:

  1. Qual tipo de veículo será utilizado (carga leve ou pesada, plataforma hidráulica, suspensão pneumática, etc.)
  2. Tipo de embalagem (caixa de papelão com espuma, plástico-bolha antiestático, caixas de marfinite, cantoneiras de espuma)
  3. Tipo de locomoção interna (carrinhos, madeirite para proteção de piso)
  4. Averbação de seguro dos equipamentos/escolta armada)

Estes são os principais pontos a serem observados no planejamento, porém não todos. Cada moving sempre traz suas peculiaridades onde os riscos devem ser mitigados ao limite.

4 – Cronograma mal planejado

Quando um cronograma é confeccionado de forma macro, leva-se em conta apenas informações básicas da atividade como quantidade de equipamentos (tempos de shutdown/desmontagem/embalagem e desembalagem/montagem/startup) e distância entre os sites (tempo de transporte/deslocamento), dando uma ideia de horas x homens para a atividade.

Porém, além do cronograma macro é necessário esmiuçar as atividades, assim detalhando e mitigando riscos.

Supondo uma movimentação de data center pequena com 10 servidores, 2 switches, 1 storage, 1 rack, a movimentação terá uns 30 KMs de distância, algo que pode ser feito com 3 analistas, mais equipe de logística, facilmente dentro de 12 horas. Porém, no meio do caminho ocorre um acidente que interrompe a via, demorando 3 horas para ser liberada, chegando no destino já fora do horário estimado, notou-se que não existe lugar apropriado para o caminhão estacionar, sendo necessário deixar o caminhão longe do Data Center, não foram feitas as autorizações na portaria. Com esses e outros imprevistos a janela de 12 hora se foi, percebeu?

5 – Falta de site survey

Para o sucesso de um moving a visita previa é crucial. Quando há dúvidas sobre o percurso que os ativos vão percorrer, largura de corredores, escadas, elevadores e demais obstáculos que possam comprometer a movimentação.

O site survey, representa um aumento significativo na assertividade do cronograma e no planejamento.

Através de uma reunião com o cliente, aonde os detalhes dos ambientes de origem e destino são tratados é possível dimensionar o moving, porém as vezes o cliente não tem total conhecimento do site destino ou se haverá obstáculo no percurso dos ativos, sendo necessário o site survey.

Podemos citar um caso, aonde o site survey foi fundamental para o sucesso do moving:

Durante a fase inicial para movimentar um rack especial de grande porte, realizamos uma vistoria ao site destino e notamos que o rack era grande demais para entrar no Data center, a solução foi abrir um “acesso” na parede do data center.

Com o site survey e o planejamento, o projeto foi concluído com sucesso, mesmo sendo necessário abrir um acesso adicional.

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